Domingo, meio-dia e meia. A mesa da varanda tem catorze pratos, e o barulho dos talheres já começou a diminuir.
O patrono empurra o prato para o lado, apoia os cotovelos na madeira e olha o pasto. A neta mais nova puxa a manga da camisa dele.
“Vô, como era aqui quando o senhor chegou?”
“Ah, menina. Era só mato. Isso não interessa a ninguém.”
Ele ri, alguém pergunta do preço do boi, e a conversa muda de assunto. A história estava ali, na ponta da língua de quem viveu. E foi embora junto com a sobremesa.
O BI(AGRO)FIA existe para que essa história não vá embora.